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Todos nós, em algum momento da caminhada cristã, nos deparamos com uma pergunta: Qual é o meu chamado?

Queremos descobrir se os diferentes talentos que temos e a nossa vontade de contribuir com o Reino já nos indicam qual é o nosso chamado.

Porém, antes de tudo, precisamos entender que ele se divide em dois tipos: o geral e o específico.

Podemos ver o chamado específico em Mateus 28:

"Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos."

Essa é a Grande Comissão, que Jesus deu aos discípulos e a todos nós. E ela se estende a todos nós: fazer discípulos de todas as nações e batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Nossa missão é mostrar Jesus a todos os cantos da Terra e pregar o Evangelho a toda criatura. Podemos começar a fazer isso falando de Jesus para os nossos vizinhos, amigos, colegas da faculdade e do trabalho, para nossa família, ou seja, para todos aqueles que convivem conosco.

A Grande Comissão é um “chamado geral”, comum a todos os cristãos. Mas precisamos saber que existem formas singulares de cumpri-lo, que foram determinadas pelo Senhor para cada um de nós. Esse é o “chamado específico”; em outras palavras refere-se à maneira e os locais onde colocaremos em prática a convocação feita por nosso Jesus.”

Chegou o momento de falarmos sobre o chamado específico. 

Todos nós possuímos talentos e facilidades para realizar determinadas atividades. Uns destacam-se na música e conseguem tocar qualquer instrumento, outros têm traquejo com organização e estratégia. Alguns são hábeis para se comunicar e outros, para fazer com que as pessoas se sintam acolhidas. Enfim, desde a infância até a vida adulta, nós descobrimos o que gostamos de fazer e no que somos bons. E é provável que esses talentos sejam usados ao cumprirmos o nosso chamado.

Então, podemos, em primeiro lugar, escrever tudo aquilo em que temos facilidade ou que gostamos de fazer, seja cantar, dançar, escrever, fotografar, fazer planilhas, qualquer coisa para a qual temos inclinação.

Porém, o mais importante é saber que só conseguiremos descobrir o que devemos fazer se prestarmos atenção à voz de Deus. É no Secreto que Ele nos conta sobre o nosso chamado e sobre aquilo que Ele tem para cada fase de nossas vidas. E enquanto estivermos nessa descoberta, não podemos parar de realizar o chamado geral e tornar o nome de Jesus conhecido por onde formos.

Talvez você ainda esteja em busca daquilo que Deus planejou especialmente para a sua vida; mas, meu irmão, não desanime e lembre-se de que a Sua ordem é: “Que pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2 Timóteo 4.2 – NVI). Temos, sim, um chamado específico, mas ele não anula o geral; pelo contrário! Nosso propósito individual está intimamente ligado à Grande Comissão.”

Vale ressaltar também que, mesmo em fases de espera, precisamos continuar servindo a Deus e espalhando o Evangelho. Algumas pessoas, por não saberem seu chamado específico, decidem não fazer nada até que Deus o revele. Isso está errado. Servir a Deus e contar ao mundo sobre o sacrifício de Jesus na cruz deve ser a nossa missão todos os dias. Já há muita coisa a respeito d’Ele que podemos pregar! Sabemos que Ele é bom, fiel, amigo e que nos ama como ninguém. Sabemos que Ele morreu por mim e por você, para nos salvar do pecado. Não precisamos de nenhum talento para contar essa notícia. Precisamos apenas crer.

Outro ponto que devemos refletir é que Deus não quer que usemos nossos talentos para nos acharmos superiores aos outros. Nossas habilidades são para servir à igreja e à comunidade em que estamos inseridos. Elas são para exaltar a Deus e não o nosso nome. 

"Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros. Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria."

Quando vivemos em comunidade e fazemos parte de uma igreja, conseguimos entender claramente o significado desse versículo. Percebemos que precisamos uns dos outros e que não seremos capazes de exercer todas as funções sozinhos. Deus nos fez diferentes uns dos outros e com capacidades distintas para caminharmos juntos, sempre guiados pelo Espírito Santo que nos ensina a viver pacificamente e para a glória de Deus.

Independentemente do seu talento, se você quer descobrir o seu chamado, primeiramente viva para exaltar o nome de Jesus e fazê-lo conhecido, sirva a sua comunidade quando puder e esteja sempre em comunhão com o Pai para entender o que Ele está te pedindo.

Faça sua parte e o Pai o ajudará, com capacitação, direção e, principalmente, com o derramamento de Sua glória. Somos honrados à medida que ouvimos Sua voz e a obedecemos com passos de fé.”

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