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Por vezes, de forma inconsciente, temos separado nossa vida em duas visões – secular e sagrada. Existe uma linha tênue entre valorizar as atividades que parecem ser mais espirituais que outras e descartar a possibilidade de Deus ser glorificado no seu cotidiano. Você já parou para pensar sobre isso?

 

Essa perspectiva que vê o mundo dividido em duas esferas distintas forma em nós uma mentalidade de que Deus só se importa com as nossas disciplinas espirituais, quando, na verdade, a nova trajetória em Cristo deve afetar todas as áreas da nossa vida. “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3.23).

 

É importante refletir sobre nossa própria perspectiva e como estamos vivendo nossa fé no cotidiano. A Palavra nos mostra que em tudo que fazemos devemos glorificar a Deus com excelência e princípios. Assim, podemos revelar mais do nosso Senhor e apresentá-lO para o mundo. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31)

 

Nós carregamos a graça de poder expressar o Reino do Deus aqui na Terra, e devemos não apenas servir uma cosmovisão Bíblica, mas influenciar a sociedade por meio do nosso trabalho – no livro Template social do antigo testamento, a autora Landa Cope aborda este assunto, trazendo um senso de urgência para o chamado que cada indivíduo recebeu de Deus.

 

 

Precisamos destruir esse pensamento dividido em secular e sagrado e retomar o Evangelho do Reino. Então, não somente nossas palavras como nossas ações e influência testemunharão a supremacia absoluta de Cristo e de Sua mensagem.

Quando nos deparamos com esta verdade podemos usar os nossos dons e talentos para  Glória de Deus e, além disso, viver de forma eficaz o chamado que o Senhor nos entregou. Logo, entendemos que a nossa responsabilidade, como Filhos de Deus, vai além das quatro paredes da igreja, mas impacta e transforma cada esfera da sociedade.

Não basta somente nascermos de novo, também devemos crescer nas verdades de Deus, pois elas se aplicam a todas as áreas de nossas vidas.

Todo homem precisa se conformar com a vocação para a qual foi chamado, e suas atividades serão tão sagradas quanto as de qualquer outro.

Tudo o que tocamos se torna sagrado quando fazemos para o Senhor; inclusive cuidar de nosso corpo físico. Ao zelarmos pelo que Deus nos concedeu, vivenciamos o ensinamento de Jesus sobre a boa administração ou boa mordomia (cf. Mateus 25.29), multiplicando nossos recursos e revelando a vontade divina ao mundo.

 

No final de cada capítulo dos evangelhos, Jesus nos deixa claro a nossa missão – ir e pregar a Palavra de Deus, trazendo cura e salvação. Este mandamento não é apenas para ser vivido nos cultos de domingo, mas de segunda a segunda. No decorrer de um dia comum e cotidiano é que temos a chance de sermos a extensão do Seu Reino aqui na Terra, em cada tarefa temos a oportunidade de nos tornarmos mais parecidos com Jesus.

Precisamos oferecer tudo o que fazemos a Deus, crer que Ele aceita cada atividade e nos manter firmes nessa posição, insistindo que todos os nossos atos, durante todas as horas do dia e da noite, devem ser incluídos nesse processo.

No último capítulo do livro Em busca de Deus, podemos encontrar mais sobre este assunto que despertará fome e sede nos filhos que anseiam mais do Pai. Desconstruir esta visão de sagrado e secular como um padrão de vida cristã ampliará nossa visão. Logo, isso nos levará a compreender que nosso coração é d’Ele e nenhum dos nossos atos se tornará comum. Nosso chamado como filhos é revelar o que há no coração de Deus. Como criação de Suas mãos, nossa essência é atraída pela a Verdade, vida e o caminho que o mundo precisa conhecer (cf. João 14.6). Nossas atividades cotidianas podem influenciar nesta jornada e quando escolhemos não dividir nossa existência em compartimentos distintos, reconhecendo que a presença de Deus permeia todas as áreas da nossa vida é que podemos glorificá-Lo de verdadeiro coração.

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