Carrinho

A resenha de hoje é de um livro necessário para o tempo que vivemos. Em meio a tanta confusão, precisamos de um avivamento duradouro, uma transformação permanente do povo e da nação. E é sobre isso que o livro Avivamento Sustentável, escrito pelo Eduardo Nunes, fala.

 

Sinopse: Apesar das muitas discussões a esse respeito, grande parte das pessoas não entendem exatamente seu significado ou importância, e o reduzem a uma experiência ou sentimento. Mas, na verdade, o avivamento é, literalmente, a invasão do Reino de Deus na Terra; ele dissipa as trevas e transforma nações. E é justamente por isso que ele é uma necessidade, não uma opção. Por intermédio de revelações bíblicas, testemunhos pessoais e relatos históricos de uma série de avivamentos do passado, estas páginas têm o objetivo de despertar uma geração para buscar a face de Deus e estabelecer o Seu Reino nas diversas esferas da sociedade, por meio de um Avivamento Sustentável. É chegada a hora de a Igreja se capacitar e assumir o seu lugar, porque os campos já estão maduros para a colheita (cf. João 4.35)

Sobre o autor: Eduardo Nunes é pastor da Zion Church Lisboa. É casado com a Kristin e tem dois filhos, Joshua e Hadassah. Seu coração queima por uma geração que busca o avivamento e a restauração da sociedade através dos princípios celestiais.

Não precisamos de avivamento para suprir sentimentos, mas porque carecemos de verdadeiros padrões celestiais estabelecidos em nosso cotidiano.”

Essa frase é a base do que o livro trata. Padrões celestiais. Não fomos feitos para apenas viver sentimentos intensos nos cultos e não espalhar esses padrões fora da igreja. Os lugares pelos quais passamos devem ser influenciados pelas nossas atitudes e pela nossa postura.

Eduardo Nunes fala sobre a nossa missão como pequenos Cristos aqui na terra em 14 capítulos divididos em 4 partes: O despertar da Igreja, a grande onda de salvação, discipulando as nações e legado e família.

O DESPERTAR DA IGREJA

Eduardo começa falando sobre John Wesley, que teve um encontro com Deus e a partir disso, decidiu discipular pessoas e abençoar a sua nação.

A partir dos irmãos John e Charles Wesley, bem como George Whitefield, apesar da crise instalada na Inglaterra no século XVIII, a nação experimentou mudanças extraordinárias, a começar pelo combate à escravidão, a humanização de presídios, a luta por salários dignos aos operários e o oferecimento de ensino básico para crianças pobres — além das milhares de conversões. Essas foram algumas das transformações geradas como consequência desse encontro. É isso o que acontece quando o Céu invade a Terra.”

Quando temos um encontro com Deus, temos a opção de continuar os mesmos e manter esse encontro apenas na memória, ou podemos multiplicar o que o Senhor nos deu, compartilhando com outras pessoas. John Wesley decidiu espalhar aquilo que ele viveu com Deus e essa decisão deu bons frutos.

O avivamento começa com o arrependimento. O nosso coração precisa se contrair e se quebrantar. Precisa reconhecer o pecado, confessá-lo e clamar por mudança e santificação. E podemos fazer isso pelo nosso povo. 

Em Daniel 9 vemos a oração de Daniel:

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a palavra do Senhor dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos. Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza. Orei ao Senhor, ao meu Deus, e confessei: "Ó Senhor, Deus grande e temível, que mantém a sua aliança de amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos, nós temos pecado e somos culpados. Temos sido ímpios e rebeldes, e nos afastamos dos teus mandamentos e das tuas leis.”

Ele continua a oração com muito quebrantamento, buscando mudança para o seu povo, mesmo que ele próprio não tivesse errado. Precisamos ter esse coração disposto a se humilhar pelo nosso próximo em busca de restauração e redenção. Nosso desejo não deve ser apenas a nossa própria salvação, mas de todos.

Eduardo termina essa primeira parte falando sobre a importância de voltarmos ao primeiro amor e de sermos cheios do Espírito Santo.

Precisamos estar sedentos pela Presença de Deus acima de todas as coisas.

Uma igreja desperta não é apenas aquela que vive um processo de arrependimento e trabalha com excelência, mas a que continua queimando e amando a presença do Senhor como no início.”

Dependemos do Espírito Santo para realizar aquilo que Deus tem colocado em nossos corações. Não conseguimos sozinhos. O Espírito Santo nos capacita a pregarmos e a espalharmos os princípios celestiais. É ele que nos ajuda a cumprir o nosso chamado e a viver o sobrenatural nos nossos dias.

Falar em outras línguas e transbordar de alegria não são os únicos sinais de um mover sobrenatural, há também o derramar dos demais dons do Espírito (cf. 1 Coríntios 12.7- 10). Isto é, quando o cristão O recebe, começa a curar como Jesus curava, profetizar como Ele profetizava, discernir como Ele fazia, entre outros dons. Kathryn Kuhlman, uma avivalista americana do século passado, afirmava que o segredo de seu ministério de cura era a presença do Espírito de Deus, e que, quando Ele Se manifestava, os milagres aconteciam.”

A GRANDE ONDA DE SALVAÇÃO

Depois do despertar da igreja, Eduardo nos mostra o segundo passo para chegarmos ao avivamento sustentável, que é a grande onda de salvação. Depois de recebermos o Espírito, precisamos espalhar a mensagem, que é a morte e ressurreição de Jesus por amor a nós. Chegou a hora de agir.

Somos despertados para ser testemunhas de Cristo. A unção vem para nos capacitar, empoderar e incendiar; mas, além disso, para que façamos algo logo em seguida: levantarmos e sermos enviados como Suas testemunhas.”

Eduardo continua falando sobre isso no próximo capítulo e ele diz que a unção sempre vem com um propósito. Não vivemos o sobrenatural para guardar para nós mesmos, mas sim para agir e evangelizar.

O autor conta testemunhos pessoais de ações evangelísticas das quais ele participou, nos incentivando e inspirando a viver histórias semelhantes, pois já podemos compartilhar aquilo que Deus já nos deu. À medida que entregamos o que temos, nos tornamos mais cheios.

Essa parte do livro também fala sobre a Grande Comissão.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.”

Somos comissionados a pregar o Evangelho a toda criatura. Essa é uma ordem, não uma sugestão. Se nós decidimos seguir a Bíblia, precisamos nos atentar a todas as partes, inclusive a Grande Comissão. Isso não significa necessariamente que temos de viajar o mundo pregando o Evangelho agora. Devemos pregar ao nosso mundo, a começar pelos ambientes que frequentamos, falando com a nossa família e amigos, na faculdade e na escola.

Novamente, Eduardo narra vivências pessoais que comprovam a importância dos assuntos abordados.

No próximo capítulo, somos confrontados a viver a Grande Comissão, não apenas por obediência, mas por amor. Nossos corações precisam sentir compaixão por povos e nações, afinal, foi por amor que Deus enviou seu único filho para morrer em nosso lugar! Esse deve ser o nosso combustível.

Na caminhada rumo ao cumprimento da Grande Comissão, encontraremos desafios, porém não devemos desistir.

Às vezes, nós nos deparamos com barreiras ou situações muito complicadas em nossa caminhada, que até podem nos causar desgaste; no entanto, elas não indicam necessariamente que estamos no percurso errado, e sim de que precisamos continuar. Em diversas ocasiões, acabamos estacionando porque temos esperado por conforto, quando o Senhor tem nos instigado a avançar; portanto, assim que sairmos do nosso aconchego, Ele poderá nos usar de uma forma que ainda não experimentamos.”

DISCIPULANDO AS NAÇÕES

Depois de pregar o Evangelho e discipular pessoas, o próximo passo é discipular nações, aplicando os princípios celestiais para ver uma transformação na sociedade. Historicamente, quando um avivamento acontece, um impacto social o acompanha e nós podemos fazer parte disso. 

Deus transformará escolas, famílias, hospitais, universidades, e nós temos a oportunidade de fazer parte disso com Ele. Não somos espectadores. Devemos abandonar, de uma vez por todas, a postura de apenas criticar o que nos cerca. Ao enxergar algo que necessita de mudança, temos de fazer alguma coisa.”

O lugar onde vivemos deve ser um lugar abençoado. Precisamos nos importar com o nosso bairro, cidade e país, buscando uma transformação com o que temos em mãos e com a ajuda do Espírito Santo.

No próximo capítulo, Eduardo Nunes nos fala sobre a importância de buscarmos a excelência em tudo que fazemos.

Não há como estabelecer o Reino sem excelência. Muitas vezes, cultivamos uma mentalidade medíocre em relação ao que estamos fazendo, e, internamente, acabamos nos conformando a não enxergar problema em realizar tarefas de qualquer jeito. Mas o nosso Deus não é assim; Ele é excelente, e isso, por si só, deveria ser um impulso para desejarmos viver esse princípio também.”

Essa terceira parte termina com uma convocação para vivermos a Verdade e pregar somente ela. A Bíblia é a nossa Constituição. É o livro que seguimos sem duvidar, pois é a verdade absoluta. As opiniões e os princípios que espalhamos em nossa sociedade devem vir somente dela.

O autor termina essa parte perguntando o que traz uma santa indignação ao nosso coração. Precisamos lutar pelo que acreditamos e pelas injustiças que acontecem ao nosso redor.

LEGADO E FAMÍLIA

O livro termina falando sobre como as fases mencionadas na obra devem estar sempre interligadas. 

Precisamos estar sempre despertos espiritualmente (primeira fase), ao mesmo tempo em que nos envolvemos com a Grande Comissão, a fim de salvar almas (segunda fase) e transformamos cidades e nações (terceira fase).”

Além disso, Eduardo fala da importância de deixarmos um legado para a próxima geração. Não adianta vivermos um avivamento e não pensarmos nos anos em que não estivermos mais aqui. Ele diz que devemos começar pela nossa família. São os nossos filhos que carregarão aquilo que hoje nós carregamos.

A maneira mais eficaz de fazer isso é por meio do nosso núcleo familiar. O avivamento tem poder para transformar nações, e o modo como Deus escolheu estabelecer o Seu governo foi usando a família. Não existe propósito em restaurar uma sociedade sem restaurar as famílias que a compõem.”

A transformação começa na família. Famílias saudáveis lutam por uma sociedade saudável. Desde Moisés, Deus nos aponta para a importância de contar testemunhos aos filhos.

“Nesse dia cada um dirá a seu filho: Assim faço pelo que o Senhor fez por mim quando saí do Egito. Isto lhe será como sinal em sua mão e memorial em sua testa, para que a lei do Senhor esteja em seus lábios, porque o Senhor o tirou do Egito com mão poderosa.”

Que nós possamos ser exemplos de homens e mulheres que lutam para viver o Reino de Deus na Terra, carregando os princípios celestiais, sem medo de declará-los.

Temos autoridade para definir à luz da Bíblia o que é família, gênero, casamento, governo e arte. Toda a autoridade foi dada a nós, e temos a Constituição para operar debaixo do poder de Jesus. A reforma ainda não acabou. Precisamos de mais reformadores que moldarão a cultura da nossa nação de acordo com a realidade dos Céus, mas, para que isso aconteça, é necessário que nos apaixonemos pela Palavra.”

Que nós nos apaixonemos pela Palavra, a ponto de pregá-la com nossas vidas e mudar o ambiente ao nosso redor. Que nós vivamos um avivamento sustentável, que permanece transformando pessoas e nações por anos e gerações.

Política de privacidade