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O orgulho, quando chega aos nossos corações, pode fazer um grande estrago. Precisamos ser sagazes como a serpente, como a Palavra nos instrui (cf. Mateus 10.6), principalmente em relação a assuntos como esse. Quem é sagaz analisa rapidamente as situações, além de perceber detalhes e nuances que outras pessoas não notam com tanta facilidade. Para não sermos influenciados a viver no orgulho, devemos buscar essa habilidade de estarmos atentos ao que acontece, não só ao nosso redor, mas dentro do nosso próprio coração.  

 

A Palavra de Deus declara que: “[…] O espírito orgulhoso precede a queda” (Provérbios 16:18). Esse pecado é capaz de gerar diversas outras coisas ruins em nós, como arrogância, vaidade, inflexibilidade e soberba. Quando nos consideramos sábios aos nossos próprios olhos ou achamos que somos superiores a alguém, nos afastamos da nossa verdadeira identidade em Cristo, que tem como parte do Seu caráter a humildade.

 

O orgulho, muitas vezes pode nos influenciar de forma sutil. Sem perceber, mergulhamos em um mar de sentimentos egoístas e carnais, bem distante da essência do Evangelho. Tomemos como exemplo o próprio Diabo. Em Isaías 14.12-15, ele é descrito como um ser que se rebelou contra Deus por causa do orgulho. Ele desejou ser igual ou superior ao Senhor. Essa exaltação de si mesmo o levou à queda e à condição de adversário de Deus. Seu orgulho deturpou aquilo que ele foi criado para ser: um anjo de luz. Marcos de Souza (Coty), em O avivamento do odre novo, discorre sobre a origem do orgulho:

 

 

Portanto, uma motivação baseada na mania de grandeza, na maioria das vezes, aloja orgulho e soberba e pode nos levar a atropelar uma série de princípios divinos, como humildade, fidelidade no pouco, unidade, entre tantos outros.

Muitas vezes, por falta de humildade e dependência, não crescemos espiritualmente e permanecemos imaturos, sem experiências com o Pai. “Mas ele nos dá cada vez mais graça. Por isso diz: ‘Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.’” (Tiago 4.6). Confiar em nós mesmos nos impede de experimentar essa graça e atrasa nosso processo de santificação. É como se nos colocássemos em prateleiras inalcançáveis, impedindo que o Seu amor nos transforme.

O orgulho nos incha, nos incapacita de receber como crianças, e de trilhar o novo, pois está sempre dizendo: “Ah, isso eu já sabia! Isso eu já vivi! Isso eu já conheço!

Ao invés de agirmos como os grandes detentores do conhecimento, deveríamos seguir o exemplo das crianças, que estão prontas para aprender. Isso nos aproxima de nosso Criador e nos torna mais parecidos com Ele, forjando em nós um caráter aprovado e um coração mais dependente d’Ele. Porém, para isso, devemos, de fato, escolher morrer para nossas vontades e para o orgulho, confiando tudo que somos a Deus. 

 

É bem melhor ser bem-aventurado do que orgulhoso

 

A nossa verdadeira identidade se baseia em quem Deus diz que somos. O orgulho deturpa a visão humana, abrindo espaço para mentiras entrarem em nossa mente e ditarem quem somos. Quando damos espaço a essas mentiras, pouco a pouco, nosso coração vai ganhando resquícios de orgulho. Isso afeta nosso comportamento, nos tornando incapazes de nos submetermos à Verdade de Deus. O orgulho nunca traz nada de bom, pelo contrário, só nos leva à ruína, em várias áreas da vida: “O orgulho precede a destruição” (Provérbios 16.18). Por isso, precisamos ter um coração humilde, como o de Jesus, Aquele que, mesmo sendo igual a Deus, escolheu Se esvaziar de Sua glória e assumir a forma de servo (cf. Filipenses 2.6-7). 

 

O Senhor Jesus chama os humildes de bem-aventurados. É bem melhor sermos bem-aventurados do que orgulhosos. Quando sabemos reconhecer a nossa pequenez e a grandeza d’Ele, nos colocando debaixo da Sua autoridade, podemos viver coisas que jamais viveríamos com o coração soberbo. É preciso aceitar que não sabemos de tudo e que não somos melhores que ninguém. Entregue-se a Deus, para que Ele trabalhe em você, o tornando manso, humilde e puro.

 

Por fim, queremos declarar sobre você as bem-aventuranças de Mateus 5.8: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. Ao longo da semana, seja intencional e reflita sobre a raiz das suas atitudes e pensamentos. Oramos para que Deus livre a sua mente de todo pensamento que não condiz com a sua identidade e o leve a desejar cada vez mais uma vida de santidade e dependência. Livre-se de todo orgulho e abrace a pureza de coração!

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