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Ao lermos o livro de Malaquias, conseguimos ver o Senhor confrontando a falta de honra e de temor do povo de Israel, que culminou em idolatria e corrupção. Infelizmente o povo não conseguia lidar com os próprios erros e continuava praticando injustiças. A infidelidade do povo deturpou a imagem que tinham d’Ele, o que os levou a questionarem a Sua justiça e se perguntarem como pessoas injustas poderiam prosperar e não sofrerem consequências (cf. Malaquias 3.13). Essa falta de temor de Israel fez com que o caráter do próprio Deus fosse ignorado e com que as dores momentâneas se tornassem maiores do que a fidelidade e o amor ao Senhor.  

 

Nossa segurança não pode estar nas nossas condições atuais ou naquilo que estamos vendo. Nada disso deve influenciar a nossa fé no Senhor! O que precisa nos sustentar é o próprio Deus, pois confiar em Suas palavras é a segurança para as nossas almas. Apegarmo-nos em quem Ele é e no que Ele nos promete nos leva a um lugar de honra, onde valorizamos tudo o que já nos foi dado.

 

Mas como podemos não nos confundir em meio às tribulações? A resposta é simples: conhecendo o Senhor. Conhecer as características do Seu caráter nos faz ver o quanto podemos confiar e depositar toda nossa dependência n’Ele. No decorrer de toda a Bíblia encontramos muitas das características de Cristo e conseguimos vê-las, principalmente, no “Sermão do Monte” (cf. Mateus 5, 6 e 7) e na passagem do “Fruto do Espírito” (cf. Gálatas 5.22-23). Esses trechos nos mostram muitos dos valores principais do Seu caráter, sendo eles:

 

  • amor (cf. Gálatas 5.22);
  • alegria (cf. Gálatas 5.22);
  • paz (cf. Gálatas 5.22; Mateus 5.9);
  • paciência (cf. Gálatas 5.22);
  • amabilidade (cf. Gálatas 5.22);
  • bondade (cf. Gálatas 5.22);
  • fidelidade (cf. Gálatas 5.22);
  • mansidão (cf. Gálatas 5.23; Mateus 5.5);
  • domínio próprio (cf. Gálatas 5.23);
  • santidade (cf. Mateus 5.8; 1 Pedro 1.15-16);
  • coração de servo (cf. João 13.1-5; Colossenses 3.23-24);
  • coração não ofendido (cf. Hebreus 12.15; Mateus 6.12; Colossenses 3.13);
  • fome de Justiça (cf. Mateus 5.6);
  • misericórdia (cf. Mateus 5.7);
  • humildade (cf. Filipenses 2.5-8);
  • amor ao próximo (cf. Efésios 5.1-2; João 13.35);
  • integridade (cf. Provérbios 11.3; Jó 27.4-6).

 


Como isso deve nos influenciar?

O impacto do caráter de Jesus em nossas vidas transcende a mera imitação superficial de Suas características visíveis. Não é suficiente apenas adquirirmos conhecimento sobre as Suas qualidades e tentar refleti-las através de nossos comportamentos externos. 

 

Quando o verdadeiro caráter de Cristo é revelado a nós, não apenas uma mudança externa é exigida, mas uma transformação interna nos molda à semelhança de Jesus. É essencial compreendermos que a busca pelo Seu caráter vai além da aderência a um conjunto de regras e padrões de comportamento. Não se trata meramente de adotar uma série de práticas de boa conduta, mas de permitir que essa transformação ocorra no mais profundo de nossa mente e coração.

 

O caráter de Cristo deve influenciar cada aspecto do nosso dia a dia, moldando nossos pensamentos e atitudes. Para experimentar essa influência crescente, é fundamental submetermos a nossa mente à renovação pelo Espírito Santo e compreendermos quem Ele é por meio da leitura da Palavra. 

 

A intencionalidade em confrontar pensamentos e atitudes discordantes com a mente de Cristo, por meio da declaração e oração da Palavra, fortalece nossa resistência aos valores contrários ao Reino. Essa transformação de caráter exige a identificação das raízes de nossas falhas e uma mudança deliberada em nossos padrões de pensamento. É uma jornada contínua de intimidade com Cristo, que transcende o imediatismo e se estende ao longo da vida.

 

Como critãos, faz parte do nosso processo de santificação e aperfeiçoamento conhecermos mais sobre Ele e nos submetermos a essa Verdade. Só assim poderemos cumprir com êxito o propósito que nos foi entregue, construindo uma identidade firmada e sustentada n’Ele. 

 

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